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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Resenha: Quando as bruxas viajam de Terry Pratchett


Título: Quando as bruxas viajam
Autor: Terry Pratchett
Tradução de: Witchs Abroad
Tradutora: Ludmila Hashimoto
Editora: Conrad
Edição: 2008
ISBN 978-85-7616-281-0
Páginas: 301p.

Sinopse:
Era uma vez um reino encantado, onde tudo acontecia como as coisas devem acontecer nos contos de fadas. Até que surgiu um problema: a princesa Brasirella se recusa a casar-se com seu respectivo príncipe/sapo e, para se esconder da poderosa e autoritária fada madrinha, arruma emprego de servente e se torna uma Gata Borralheira. A fada madrinha está decidida a resolver o caso, porque, como se sabe, as histórias precisam ter final.
Ninguém pode evitar que a princesa se case com o príncipe, a não ser as bruxas Margrete Alho, Vovó Cera do Tempo e a Tia Ogg! Mas, para isso, elas precisarão enfrentar muitos obstáculos, como vampiros, lobos maus, casas que caem do céu e... finais felizes!


Eu já tinha ouvido falar de Terry Pratchett, mas não tinha lido nada escrito por ele ainda. Enfim, um autor interessante para ler quando tiver a oportunidade – estava lá anotadinho na minha lista de leituras. Outro dia, em uma promoção do submarino lá estava ‘Quando as bruxas viajam’ com um precinho muito bom, então eu disse é agora. Comprei. Li. E gostei.

Quando as bruxas viajam é um conto de fadas as avessas. A princesa não quer um príncipe, não quer casar. O ‘príncipe’, bem não chega a ser um príncipe. A fada madrinha não quer realizar desejos, quer fazer a sua vontade prevalecer. As pessoas não querem a obrigatoriedade do felizes para sempre.

Há uma mistura de histórias dentro desta história. Ao ler, você certamente vai perceber semelhanças com os tradicionais contos de fadas, reconhecendo aqui e ali as mesmas situação. E não é mera coincidência. È de propósito. Pratchett faz piada destas histórias. Tem uma dose de crítica e inteligência durante todo o texto – camuflados por muito humor.

E as heroínas? São uma piada a parte. Margrete a atrapalhada. E as bruxas velhas? Uma mais engraçada do que a outra. Hilário.

È uma história diferente e divertida. Com uma forma nova de dizer as pessoas ‘_ Esqueçam o felizes para sempre. Esqueçam as histórias prontas. Façam suas escolhas e através delas escrevam suas próprias histórias. Construam o mundo que você querem viver e ai sim sejam felizes – não para sempre, mas pelo tempo suficiente!

Engraçado. Divertido. E inteligente.


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