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terça-feira, 8 de maio de 2012

Dos livros as telas #1 O Conde de Monte Cristo

Leitores sempre tem o que dizer da adaptação de seus livros prediletos para o cinema: 'ruim demais', 'completamente diferente', 'bonzinho', 'irado', 'mudou tudo', 'O livro é melhor'... Hum-hum... Todos nós comentamos essas coisas. Bom, são adaptações não é mesmo?, filmes baseados na obra de um autor, mas não necessariamente iguais. Por este motivo, amamos o livro e detestamos o filme, adoramos o filme e achamos o livro chato e às vezes adoramos os dois - com todas as semelhanças e diferenças existentes entre eles.

No 'Dos livros as telas' inaugural vou tratar de um dos meus livros e filmes favorito: O conde Monte Cristo.
O conde de monte Cristo é um clássico da literatura mundial, romance francês escrito pelo maravilhoso Alexandre Dumas - pai (autor de Os três mosqueteiros - o Alexandre Dumas filho é o autor de A dama das camélias) em 1844. Esta é uma obra que possui muitas adapções para o cinema (segundo a Wikipédia são 10 até agora: 1918, 1929, 1934, 1943, 1948, 1954, 1961, 1968, 1975 e 2002, não tenho confirmação para a veracidade destas informações, no entanto, sei que há pelo menos mais uma adaptação, de 1998 com Gerard Depardieu). Vou me referir aqui ao filme de 2002 - que é o que assisti e adoro - dirigido por Kevin Reynolds, em que Jim Caviezel é Edmond Dantés e Guy Pearce é Fernando Mondego.

O Conde de Monte Cristo conta a história do jovem marinheiro Edmond Dantés vítima de uma conspiração envolvendo Napolião, na qual estava em jogo o interesse de Villefort - procurador do rei; Danglars - amigo e imediato do navio em que Dantés trabalhava e, de Mondego - seu melhor amigo. Por conta disso, Dantés é preso injustamente, deixando só seu pai e sua noiva. 
Após muitos anos na prisão, isolado em sua cela, Edmond tem contato com o Abade Faria - outro prisioneiro, em uma tentativa de fuga. Os dois tornam-se amigos e passam a planejar sua fuga. O abate, homem culto e estudioso, ensina uma série de coisas a Dantés (ciência, física, modos, esgrima...). Antes da fuga o abade morre, mas não sem revelar a Danté o local em que está escondido o tesouro que foi o motivo de sua prisão. Após sua fuga (a fuga!) Edmond consegue encontrar o tesouro escondido na ilha de Monte Cristo e ai parte para sua vingança. 
Até aqui tudo bem, livro e filme praticamente se entendem, a partir daqui há uma adaptação tão boa para o cinema - que deveria ser a segunda opção de final para o livro - e olha que eu adoro o livro também. 
Quando Edmond reaparece como O conde Monte Cristo, seu pai já está morto e Mercedes, sua noiva, casou com Mondego - juntos eles tem um filho (Albert). Mercedes no entanto, jamais esqueceu Edmond e é a única a reconhece-lo. Dantés inicia seus planos de vingança contra Villefort, Danglars e Mondego. No livro, ele chega a abrir mão de uma parte de sua vingança pela felicidade de Mercedes e fica com Haydeé (que havia conhecido em suas andanças pelo mundo após sair da prisão). No filme, Albert não é filho de Mondego é filho de Edmond e foi somente por causa da gravidez que Mercedes se casou com Mondego, então no final Dantés e Mercedes ficam juntos. E este é um final que muito me agrada.

Vejam o trailer:

Note-se que Dumas se baseia em pessoas reais (personagens históricos) para compôr o enredo de sua obra, como Napoleão e o Abade Faria (célebre cientista que realmente foi preso no Castelo de If por causas desconhecidas) o que dá um ar verossímil para a história. Além disso, o enredo é muito bom. Tanto o livro quanto o filme são maravilhosos. Recomendo!

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