Páginas

domingo, 27 de maio de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

Sacola de compras #2


Mais uma promoção do Submarino que não resisto! Comprei edições da Best Bolso e L&PM. Vamos as sinopses?


  A personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa, Flush. Em pleno processo de apreensão do mundo e de si mesmo, ele ama tanto os raios de sol quanto um pedaço de rosbife, a companhia de cadelinhas malhadas assim como a companhia de seres humanos, o cheiro de campos abertos tanto quanto ruas cimentadas e o burburinho da cidade. A autora tece comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores. 


  
Romance mais aclamado da literatura mexicana, Pedro Páramo é o primeiro de dois livros lançados em toda a vida de Juan Rulfo. O enredo, simples, trata da promessa feita por um filho à mãe moribunda, que lhe pede que saia em busca do pai, Pedro Páramo, um malvado lendário e assassino. Juan Preciado, o filho, não encontra pessoas, mas defuntos repletos de memórias, que lhe falam da crueldade implacável do pai. Vergonha é o que Juan sente. Alegoricamente, é o México ferido que grita suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca e vazia onde apenas os mortos sobrevivem para narrar os horrores da história. O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem Pedro Páramo; é dessa fonte que beberam o colombiano Gabriel Garcia Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa, que também narram odisséias latino-americanas.

 Em O Diário Roubado, Regine Deforges narra, em uma linguagem delicada, o desabrochar dos sentimentos e da sexualidade entre adolescentes. O cenário é uma cidadezinha do interior da França. Léone ama Mélie, sua amiga do colégio; mas também gosta de Jean-Claude, mas a situação fica difícil quando alguem rouba seu diário.
A autora consegue transmitir nessa história os intensos conflitos vividos pelos personagens, suas famílias e a própria sociedade.



 O livro foi publicado simultaneamente ao processo que o autor sofreu pelo seu romance com uma mulher casada, em 1862. O autor retrata uma sociedade preconceituosa, onde o amor se transforma em desespero e morte. 

 

 A narrativa ágil de Josephine Hart explora o caso de amor compulsivo entre um médico bem sucedido, de promissora carreira política, casado com uma bela mulher, e a noiva do seu filho mais velho, Martyn. Atraente e misteriosa, Anna Barton desperta uma paixão doentia no pai de Martyn. A obsessão irá transformar, o que inicialmente era uma relação proibida, em algo destrutivo e de consequências irreversíveis. Uma brilhante história passional. 

 

 Temos a história de Harry Haller, um outsider, um misantropo de cinqüenta anos, alcoólatra e intelectualizado, angustiado e que não vê saída para sua tormentosa condição, autodenominando-se “lobo da estepe”. Mas alguns incidentes inesperados e fantásticos o conduzem lenta porém decisivamente ao despertar de seu longo sono: conhece Hermínia, Maria e o músico Pablo. E então a história se desenvolve, guiando-nos num êxtase febril ao seu surpreendente desenlace final.

 Lauren Weisberger trabalhou como assistente da todo-poderosa-amada-e-odiada editora da revista Vogue, Anna Wintour. Assim, qualquer semelhança de O DIABO VESTE PRADA com a realidade não é mera coincidência. Neste irresistí­vel romance, o leitor irá conhecer Andrea Sachs, uma jovem recém-formada que conquista um emprego que deveria deixar roxas de inveja milhares de garotas: o de assistente de Miranda Priestly, reverenciada editora da revista Runway Magazine, a mais bem-sucedida revista de moda do momento. Logo ela percebe, porém, que o emprego pelo qual um milhão de meninas dariam a vida para ter pode simplesmente acabar com a dela.
De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.
 

 
O criminologista Lincoln Rhyme tem uma mente que brilha, mas um corpo que não sai do lugar. Já o assassino, além de um intelecto brilhante, tem a mobilidade de uma enguia. A missão do primeiro é impedir que o segundo continue a matar e desossar pessoas pelas ruas de Nova York.
 

Cinco mulheres são brutalmente assassinadas em diferentes localidades dos Estados Unidos. Para chegar até o criminoso, a jovem agente do FBI Clarice Starling entrevista o ardiloso psiquiatra Hannibal Lecter, cuja mente psicopata está perigosamente voltada para o crime. Ao seguir as pistas apontadas pelo dr. Lecter, Clarice envolve-se em uma teia mortífera surpreendente. O texto de Thomas Harris é arrepiante. Em 1991, a adaptação para o cinema de "O silêncio dos inocentes", com Anthony Hopkins e Jodie Foster nos papéis principais, rendeu ao filme cinco estatuetas do Oscar.
 



Romance que retrata a dura realidade do Afeganistão em 1946, quando a lei sagrada dos muçulmanos já era imposta com severidade.



A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas.
Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prêmio Booker, da Inglaterra. Levado às telas com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.

 O Jardineiro Fiel é considerado pela crítica especializada um dos melhores romances de John Le Carré, autor de sucessos como O Espião que Saiu do Frio, O Alfaiate do Panamá e A Casa da Rússia. O livro conta a história de Justin Quayle, um diplomata inglês e jardineiro amador nas horas vagas. Justin e sua mulher, Tessa, vivem na África. A esposa do diplomata parece ser o seu oposto. Conhecida como a Princesa Diana dos pobres africanos, Tessa é uma raridade: uma advogada que acredita na justiça. Durante uma missão misteriosa, a jovem inglesa é assassinada brutalmente perto do Lago Trukuna, no norte do Quênia. Seu companheiro de viagem, um médico que trabalha junto a ONGs internacionais desaparece da cena do crime sem deixar vestígios. Com isso, Justin parte em uma odisséia pessoal na busca dos responsáveis pelo assassinato e da verdadeira história de sua própria esposa. O Jardineiro Fiel não é apenas a história de como a ambição e a ganância de certos homens dominam o mundo. É também uma história de amor: enquanto observamos Justin Quayle assumindo para si a causa que era de sua mulher, percebemos que a esperança sempre existirá e que o amor, realmente, remove montanhas.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lançamentos Editora LeYa

Hannah Swensen, confeiteira e dona da Jarro de Cookies é uma jovem comum, com grande senso de humor e rápida em suas ironias, que vive em Lake Eden, um lugar tranquilo e charmoso onde o tempo passa devagar. Tudo indicava que aquela seria uma semana comum até a manhã em que Hannah encontra o corpo de Ron LaSalle, entregador de leite, atrás de sua confeitaria. Ao avistar seus cookies em volta do corpo ensanguentado, Hannah percebe que não pode esperar para que a polícia resolva o crime e se transforma de uma confeiteira de doces na caçadora de um assassino. Quem teria coragem e qual o motivo para cometer tal crime? A cada capítulo novos suspeitos surgem e as deliciosas receitas de cookies preparadas no decorrer dos capítulos farão os leitores devorar avidamente cada página.

A última madrugada -João Paulo Cuenca
 Considerado um dos jovens autores mais destacados da América Latina, João Paulo Cuenca presenteia os leitores com uma reunião de suas melhores crônicas, publicadas em jornais entre 2003 e 2010. Nelas, Cuenca narra fatos reais ou não, descreve pessoas, situações corriqueiras ou espetaculares e revela, entre uma linha e outra, pensamentos e crenças que moldaram sua visão de mundo. Em A última madrugada o leitor descobre, entre outras histórias, o drama de um garoto que não quer perder seus pensamentos e por isso teme morrer, um carnaval sem cores de alegria, os conselhos que Stendhal daria a um artilheiro do Flamengo, ou toda a emoção que um simples corte de cabelo pode carregar. A última crônica dá nome ao livro. Com a sensibilidade típica de seus textos, Cuenca retrata com olhar surpreso as maravilhas do cotidiano rotineiro que acabamos não enxergando com o passar do tempo. Alan Chistoffersen é um jovem publicitário bem sucedido no amor e nos negócios. Porém, uma série de fatos transforma sua vida. Sua esposa sofre um grave acidente e deve passar por um tratamento intensivo, enquanto seu sócio aproveita o momento de distanciamento e rouba todo o dinheiro de sua empresa. Após a morte da esposa e falido, Alan se vê sufocado pela sua realidade e decide iniciar uma jornada sem rumo, somente com uma mochila nas costas. Uma busca por respostas e um tempo para tentar pensar o que fazer de sua vida. Escrito por Richard Paul Evans, autor Best-seller do The New York Times, O Encontro é a primeira história série Caminhos, que traz neste primeiro livro uma história emocionante sobre o que fazer quando surgem grandes adversidades na vida e o que podemos aprender com esses momentos.

A sul. O sombreiro -Pepetela
¿Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela, é um filho de puta.¿ Assim começa um grande romance de aventuras que nos conduz à Angola dos séculos XVI e XVII, enquanto Portugal vivia sob o domínio filipino. Entre lutas de poder, muitas conspirações, envolvendo governadores e ordens religiosas - com os franciscanos e os jesuítas na linha da frente - travamos conhecimento com homens muito ambiciosos, com um inglês um pouco doido, e com os terríveis jagas, os guerreiros incomparáveis que povoavam os piores pesadelos dos brancos, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar por um fugitivo que se torna um aventureiro e explorador de terras por desbravar. A sul. O sombreiro marca o regresso de Pepetela com um empolgante romance ambientado nos primórdios do colonialismo, revelando uma época desconhecida da história de Angola.

 
Sobrevivente -Chuck Palahniuk
Tender Branson sequestra um avião e decide se matar. Mas, enquanto o avião possuir combustível, ele resolve contar a história de sua vida para a caixa-preta, numa tentativa de explicar como diabos um sujeito decadente como ele quase se transformou em uma celebridade religiosa

domingo, 20 de maio de 2012

Capas irresistíveis #2

A capa irresistível de hoje é do livro A menina que roubava livros. Simples e bela. Em branco, preto e vermelho, a capa é um atrativo a leitura. Linda!




sábado, 19 de maio de 2012

Resenha: A menina que não sabia ler de John Harding

Esse é um livro que surpreende. Você lê a sinopse, vê a capa, lê o título e cria algumas expectativas em relação a história... e se surpreende... afinal não é nada daquilo que você espera.
A capa é encantadora. Linda. Mesmo. 
A tradução/adaptação do título para o português é que não ficou bom. E é o que ajuda a gerar essa falsa percepção sobre o livro. O título original é 'Florence and Giles' e adotar para a tradução em português o título 'A menina que não sabia ler' não foi uma ideia feliz. Com esse título o leitor acaba criando expectativas sobre a obra que acaba não sendo 'aquilo que a gente estava imaginando'.


A história é narrada por Florence - a menina que não sabia ler (ha!) - que aprende a ler sozinha na biblioteca 'proibida' da mansão do tio. O tio - tutor de Florence e seu irmão mais novo Giles - negligencia a criação e a educação dos sobrinhos, deixando-os sob a tutela dos empregados da mansão. Quando Giles vai para a escola, Florence fica só e entediada e começa a explorar a mansão - e ai se depara com a biblioteca proibida. Florence fica encantada com os livros e aprende a ler sozinha para poder desfrutar do encanto dos livros e de seu refúgio proibido: a biblioteca. Essa é a companhia e distração preferida de Florence enquanto Giles está fora de casa. Giles é o centro do mundo de Florence. Quando Giles volta para casa e eles tem de receber a nova preceptora, Florence é tomada pelo pavor de que alguém a afaste do irmão. A partir deste ponto, é difícil saber se o que acontece é verdade ou é fruto da imaginação de Florence... serão reais as maldades e intenções da nova preceptora ou é apenas o ciúme que uma jovem orfã tem de sua única família, o irmão mais novo? Como saber? Há um suspense emocionante e no final (que não vou contar) você pensa que garota engenhosa... quanto sangue frio... e se pergunta como foi que ela conseguiu fazer tudo o que fez e não ter sido pega. Final inesperado. Boa leitura!

Título: A menina que não sabia ler
Autor: John Harding
Título original: Florence and Giles
Tradutora: Elvira Serapicos
Editora: LeYa
Edição: 2ª reimp. 2010
ISSN 978-85-62936-11-1
Sinopse
1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Dos livros as telas #2 O menino do pijama listrado

 Já tem um tempo eu li O menino do pijama listrado de John Boyne e fiquei encantada com o livro. È de uma simplicidade. Uma beleza. Narrar o horror da guerra sob o olhar de uma criança em uma linguagem tão simples faz desse livro uma história fantástica. Simples e bela.

Sinopse do livro
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Parece um livro para crianças, mas não é não. È simples. Belo. E pertubador. Uma bela história para um belo filme. Em 2008, sob a direção de Mark Herman foi lançada a adaptação cinematográfica do livro. Li o livro e amei. O filme é bem fiel ao livro, mas não dá conta da beleza contida na simplicidade da escrita... ou seja, não se compara ao livro. O texto é muito bom. Isso frequentemente acontece comigo. Leio o livro e me apaixono, assisto o filme e me decepciono com a adaptação para o cinema. Até em caso das histórias mais simples... como no d'O menino do pijama listrado. Fazer o quê, né?!

Assista ao trailer do filme:



Leia um trecho do livro (retirado do site da Veja)

BRUNO FAZ UMA DESCOBERTA
Certa tarde, quando Bruno chegou em casa vindo da escola, surpreendeu-se ao ver Maria, a governanta da família - que sempre mantinha a cabeça abaixada e jamais levantava os olhos do tapete -, de pé no seu quarto, tirando todos os seus pertences do guarda-roupa e arrumando-os dentro de quatro caixotes de madeira, até mesmo aquelas coisas que ele escondera no fundo e que pertenciam somente a ele e não eram da conta de mais ninguém.
"O que você está fazendo?", ele perguntou tão educadamente quanto pôde, pois, embora não estivesse contente por chegar em casa e descobrir alguém remexendo nas suas coisas, sua mãe sempre lhe dissera para tratar Maria com respeito e não simplesmente imitar a maneira com que seu pai a tratava. "Tire as mãos das minhas coisas."
Maria sacudiu a cabeça e apontou para a escada atrás dele, onde a mãe de Bruno acabara de aparecer. Era uma mulher alta, de longos cabelos ruivos, presos numa espécie de rede atrás da cabeça; ela estava retorcendo as mãos em sinal de nervosismo, como se houvesse algo que ela não quisesse falar ou alguma coisa em que não quisesse acreditar.
"Mãe", disse Bruno, marchando em direção a ela, "o que está acontecendo? Por que a Maria está mexendo nas minhas coisas?"
"Ela está fazendo suas malas", a mãe explicou.
"Fazendo minhas malas?", ele perguntou, repassando rapidamente os eventos dos últimos dias para avaliar se fora um mau menino ou se dissera em voz alta as palavras que ele sabia não poder dizer e, por isso, estava sendo mandado embora. Mas não conseguiu pensar em nada que justificasse tal pensamento. Na verdade, durante os últimos dias ele se comportara de maneira perfeitamente decente com todos e não conseguia se lembrar de ter criado nenhuma confusão. "Por quê?", ele perguntou então. "O que eu fiz?"
A mãe já havia entrado em seu próprio quarto a essa altura, mas Lars, o mordomo, estava lá, fazendo as malas dela também. Ela suspirou e jogou as mãos para o ar em sinal de frustração antes de marchar de volta à escada, seguida por Bruno, que não ia deixar o assunto morrer sem uma explicação satisfatória.
"Mãe", ele insistiu. "O que está havendo? Estamos de mudança?"
"Venha comigo até o andar de baixo", disse ela, levando-o até a ampla sala de jantar onde o Fúria estivera para comer com eles na semana anterior. "Conversaremos lá embaixo."
Bruno desceu as escadas correndo e até a ultrapassou na descida, de maneira que já estava esperando pela mãe na sala de jantar quando ela chegou. Ele observou-a sem dizer nada por um momento e pensou consigo que ela não devia ter aplicado corretamente a maquiagem naquela manhã, pois as órbitas dos olhos estavam mais avermelhadas do que de costume, como os seus próprios olhos ficavam quando ele criava confusão e se metia em encrenca e acabava chorando.
"Veja, Bruno, não há motivo para se preocupar", disse a mãe, sentando-se na cadeira na qual se sentara a bela mulher loira que viera jantar acompanhando o Fúria e que acenara para ele quando o pai fechou a porta. "Na verdade, acho que será uma grande aventura."
"Que aventura?", ele perguntou. "Estão me mandando embora?"
"Não, não é apenas você", ela disse, parecendo que ia abrir um sorriso momentâneo, mas mudando de idéia. "Todos nós vamos embora. Seu pai e eu, Gretel e você. Todos os quatro."
Bruno pensou a respeito e franziu o cenho. Não o incomodava em especial se Gretel fosse mandada embora, porque ela era um Caso Perdido e só o metia em encrencas. Mas parecia um pouco injusto que todos tivessem que acompanhá-la.
"Mas para onde?", ele perguntou. "Aonde vamos exatamente? Por que não podemos ficar aqui?"
"É o trabalho do seu pai", explicou a mãe. "Sabe como isto é importante, não sabe?"
"Sim, é claro", disse Bruno, acenando com a cabeça, pois sempre havia na casa muitos visitantes - homens em uniformes fantásticos, mulheres com máquinas de escrever das quais ele deveria manter longe as mãos sujas -, e eram todos sempre muito educados com o pai e diziam que ele era um homem para ser observado e que o Fúria tinha grandes planos para ele.
"Bem, às vezes, quando uma pessoa é muito importante", prosseguiu a mãe, "o homem que o emprega lhe pede que vá a outro lugar, porque lá há um trabalho muito especial que precisa ser feito."
"Que tipo de trabalho?", perguntou Bruno, porque, se fosse honesto consigo mesmo - e ele sempre tentava ser -, teria de admitir que não sabia ao certo qual era o trabalho do pai.
Na escola todos conversaram um dia sobre seus pais, e Karl dissera que seu pai era quitandeiro, o que Bruno sabia ser verdade, porque o homem cuidava da quitanda no centro da cidade. E Daniel dissera que seu pai era professor, o que Bruno sabia ser verdade, porque o homem ensinava aos meninos maiores, dos quais era sempre melhor manter distância. E Martin dissera que seu pai era chef de cozinha, o que Bruno sabia ser verdade, porque, nas vezes em que o homem vinha buscar Martin na escola, sempre vestia bata branca e avental xadrez, como se tivesse acabado de deixar a cozinha.
Mas, quando perguntaram a Bruno o que seu pai fazia, ele abriu a boca para dizer-lhes e então percebeu que ele próprio não sabia. Só era capaz de dizer que seu pai era um homem para ser observado e que o Fúria tinha grandes planos para ele. Ah, e que ele também tinha um uniforme fantástico.
"É um trabalho muito importante", disse a mãe, hesitando por um momento. "Um trabalho que precisa ser feito por um homem muito especial. Você consegue entender isso, não é?"
"E todos nós temos que ir também?", indagou Bruno.
"Claro que sim", disse a mãe. "Você não gostaria que seu pai fosse até o novo trabalho e se sentisse solitário lá, gostaria?"
"Acho que não", disse Bruno.
"Papai sentiria muito a nossa falta se não fôssemos com ele", ela acrescentou.
"De quem ele sentiria mais saudade?", perguntou Bruno. "De mim ou de Gretel?"
"Ele teria saudades de ambos igualmente", disse a mãe, que era partidária da opinião de não escolher favoritos, o que Bruno respeitava, especialmente porque sabia que, na verdade, era ele o favorito dela.
"Mas e quanto à nossa casa?", perguntou Bruno. "Quem vai cuidar dela enquanto estivermos longe?"
A mãe suspirou e olhou o quarto ao redor, como se nunca mais fosse vê-lo novamente. Era uma casa muito bonita e tinha ao todo cinco andares, se incluirmos o porão, onde o cozinheiro preparava toda a comida e Maria e Lars sentavam-se à mesa discutindo um com o outro e chamando-se de nomes que não se deviam empregar. E se considerássemos o pequeno quarto no topo da casa, que tinha as janelas oblíquas através das quais Bruno conseguia ver até o outro lado de Berlim, se ficasse na ponta dos pés e segurasse firme no parapeito.
"Teremos que fechar a casa por enquanto", disse a mãe. "Mas voltaremos algum dia."
"Mas e quanto ao cozinheiro?", perguntou Bruno. "E Lars? E Maria? Eles não vão ficar morando aqui na casa?"
"Eles vêm conosco", explicou a mãe. "Mas agora basta de perguntas. Talvez seja melhor você subir e ajudar Maria a fazer as malas."
Bruno levantou-se da cadeira mas não foi a lugar nenhum. Havia apenas mais algumas perguntas que ele precisava fazer, antes que pudesse deixar o assunto de lado.
"É muito longe?", ele perguntou. "O emprego novo, quero dizer. Fica a mais de um quilômetro de distância?"
"Oh, céus", disse a mãe, rindo, embora fosse uma risada estranha porque ela não parecia feliz e se virou como se não quisesse que Bruno visse seu rosto. "Sim, Bruno", disse ela. "Fica a mais de um quilômetro de distância. Bem mais que isso, na verdade."
Os olhos de Bruno se arregalaram e a boca fez o formato de um O. Ele sentiu os braços pendendo estendidos ao seu lado, como costumavam ficar quando alguma coisa o surpreendia. "Você não quer dizer que iremos deixar Berlim, não é?", ele perguntou, sem fôlego, esforçando-se para proferir as palavras.
"Temo que sim", disse a mãe, acenando tristemente com a cabeça. "O trabalho de seu pai é..."
"Mas e quanto à escola?", disse Bruno, interrompendo-a, algo que ele sabia que não podia fazer, mas que pensou ser perdoável naquela ocasião. "E quanto a Karl, e Daniel e Martin? Como eles saberão onde eu estarei quando quisermos fazer alguma coisa juntos?"
"Você terá que se despedir dos seus amigos, por enquanto", disse a mãe. "Mas estou certa de que você os verá novamente com o tempo. E não interrompa sua mãe quando ela estiver falando, por favor", acrescentou, pois, apesar das notícias estranhas e desagradáveis, decerto não havia necessidade de Bruno quebrar as regras de boa educação que lhe foram ensinadas.
"Despedir-me deles?", ele perguntou, encarando-a com surpresa. "Despedir-me deles?", repetiu, cuspindo as palavras como se a boca estivesse cheia de bolachas que ele mastigara mas ainda não engolira. "Despedir-me de Karl e Daniel e Martin?", prosseguiu Bruno, a voz se aproximando perigosamente do grito, o que não era permitido dentro de casa. "Mas eles são os três melhores amigos da minha vida toda!"
"Ah, você fará novas amizades", disse a mãe, acenando com a mão no ar, como se dispensasse o assunto, supondo que, para um menino, fazer três grandes amizades para a vida toda fosse coisa fácil.
"Mas nós tínhamos planos", protestou ele.
"Planos?", perguntou a mãe, erguendo uma sobrancelha. "Que tipo de planos?"
"Bem, eu não posso entregar o jogo", disse Bruno, que não podia revelar a natureza exata dos planos - os quais incluíam criar muita confusão, especialmente dentro de algumas semanas, quando a escola fechasse para as férias de verão e eles não precisassem mais passar todo o tempo apenas fazendo os planos, mas pudessem, finalmente, colocá-los em prática.
"Sinto muito, Bruno", disse a mãe, "mas os seus planos terão que esperar. Não há escolha quanto a isso."
"Mas, mãe!"
"Já chega, Bruno", disse ela, agora ríspida, se levantando para indicar-lhe que tinha falado sério quando disse que já bastava. "Francamente, na semana passada você estava reclamando do quanto as coisas mudaram por aqui nestes últimos tempos."
"Bem, eu não gosto dessa história de apagar todas as luzes quando chega a noite", admitiu ele.
"Todos têm que fazer isso", disse a mãe. "É para a nossa segurança. E quem sabe, talvez seja menos perigoso se nos mudarmos daqui. Agora eu quero que você suba as escadas e vá ajudar a Maria a arrumar suas malas. Não temos tanto tempo quanto gostaríamos para fazer os preparativos, graças a certas pessoas."
Bruno acenou e saiu cabisbaixo, sabendo que "certas pessoas" era uma expressão que os adultos usavam para "pai", e que ele próprio não podia usar.
Ele foi vagarosamente até as escadas, segurando o corrimão com uma das mãos, e se perguntou se a casa nova, onde seria o novo trabalho, tinha um corrimão tão bom de escorregar quanto aquela. Pois o corrimão daquela casa vinha desde o andar mais alto - começava do lado de fora do pequeno quarto onde, se ele ficasse na ponta dos pés e segurasse firme no parapeito da janela, era possível ver até o outro lado de Berlim - até o piso térreo, bem diante das duas enormes portas de carvalho. E o que Bruno mais gostava de fazer era subir a bordo do corrimão no andar de cima e escorregar pela casa toda, fazendo barulho de vento ao longo do caminho.
Descia do andar de cima até o próximo, onde estavam o quarto do pai e da mãe e o grande banheiro, e onde ele não deveria ficar de maneira nenhuma.
Descia até o próximo andar, onde ficavam o seu próprio quarto e o de Gretel e o banheiro menor, que ele deveria utilizar com freqüência maior do que de fato fazia.
Descia até o térreo, onde caía do final do corrimão e tinha de aterrissar equilibrado nos dois pés, ou então perdia cinco pontos e tinha de começar tudo outra vez.
O corrimão era a melhor coisa da casa - além do fato de vovô e vovó morarem tão perto -, e quando pensou nisso ele se perguntou se eles também viriam até o emprego novo e acreditou que sim, pois seria impossível deixá-los para trás. Ninguém precisava muito de Gretel, porque ela era um Caso Perdido - seria bem mais fácil se ela ficasse para tomar conta da casa -, mas vovô e vovó? Aí já era outra história.
Bruno subiu devagar as escadas até seu quarto; porém, antes de entrar, olhou para trás e para baixo na direção do piso térreo e viu a mãe entrando no escritório do pai, que dava de frente para a sala de jantar - e onde era Proibido Entrar em Todos os Momentos Sem Exceção -, e escutou-a falando alto com ele, até que o pai falou mais alto do que a mãe era capaz, e isso terminou com a conversa entre eles. Então a porta do escritório se fechou, e, como Bruno não conseguiu mais ouvir nada, pensou que seria boa idéia voltar ao seu quarto e assumir a tarefa de fazer as malas, porque senão Maria era capaz de retirar todos os seus pertences do guarda-roupa sem o devido cuidado e consideração, até mesmo as coisas que ele escondera no fundo e que pertenciam somente a ele e não eram da conta de mais ninguém.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lançamentos Editora Novo Conceito

Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purifi car as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.
Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem difi culdades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.
Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.
 
 Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta.
Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever.
Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um. 
  
Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar.
Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo.
Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa.
Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida dessa três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós.

“Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda.
Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.”

Dra Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme.
Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem.
Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.

domingo, 13 de maio de 2012

Resenha: Quarto de Emma Donoghue

O que dizer desse livro? Maravilhoso. Original. Encantador. Fabuloso. Adorável. Esse é um livro surpreendente. O tipo de leitura incomum - os personagens, o enredo e a forma como a história é narrada é impressionante. Me lembrou O menino do pijama listrado de John Boyne, por contar acontecimentos  - para dizer o mínimo cruel -  sob a perspectiva de uma criança.


Quarto conta uma história de abuso, violência e privação. A mãe de Jack foi sequestrada e mantida em cativeiro por anos a fio sendo violentada. Jack é fruto desta violência. Nasceu no pequeno quarto em que sua mãe é prisioneira e esse é todo o mundo que o garoto conhece. Para Jack não existe nada além daquelas quatro paredes. 
Essa mãe cria todo um mundo de amor para Jack - para que ele possa viver e crescer saudável. Seu desejo é que o filho seja feliz, mas felicidade só existe fora do quarto. Com um plano engenhoso, a mãe consegue armar a foga do quarto em que Jack é o heroi da fuga - bastante contra a vontade. A narrativa é muito impressionante, principalmente a partir da fuga: a mãe tem de se re-adaptar a liberdade, mas para Jack é tudo novo. O mundo para Jack era o quarto - fora dele Jack tem dificuldade para se adaptar. Chegamos ao ponto de algumas vezes ter vontade de gritar com Jack, tamanha a agonia que sentimos pela dificuldade dele em entender o mundo fora do quarto. Uma história primorosa. E uma escrita envolvente. Vale muito a leitura do livro!


Título: Quarto
Autora: Emma Donoghue
Tradução de: Room
Tradutora: Vera Ribeiro
Editora: Verus
Edição: 2011
ISBN 978-85-7686-131-7
Sinopse:
Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Book Trailer:


 

sábado, 12 de maio de 2012

Sacola de compras #1

Essa semana teve Feira do livro em Florianópolis O.o  - O perdição... Não tinha muita variedade nem promoções, mas ainda assim deu para fazer umas comprinhas... afinal, não dá para sair de uma feira do livro com as mãos abanando.
 Comprei:
 

Sinopse - O Pálido Olho Azul - Louis Bayard

Um suspense magnífico que prende o leitor da primeira à última página. A trama se passa na Academia de West Point, no ano de 1830. A calma de uma noite de outubro é quebrada pela descoberta do corpo de um jovem cadete balançando de uma corda - um suicídio que causa um horror ainda maior quando, no dia seguinte, descobre-se que alguém entrou na sala onde estava o corpo e retirou-lhe o coração. À procura de respostas, um detetive aposentado de Nova York se une ao jovem cadete Edgar Allan Poe e, juntos, eles vão descobrir que os mistérios que envolvem West Point são mais macabros do que imaginam.



Guiado pela profecias do calendário asteca, Quetza, um jovem brilhante criado por um sábio no antigo México, lança-se à aventura. Adiantando-se aos "grandes viajantes", é o primeiro homem que consegue unir os dois continentes, descobrindo um novo mundo: a Europa. Quetza nos relata a barbárie que vê nessas terras: a adoração a um homem brutalmente pregado a uma cruz, pessoas queimadas em fogueiras diante de multidões que festejam como selvagens e ambições desmedidas de riqueza e poder. A viagem, uma verdadeira odisséia, nos levará por grande parte da Europa, Oriente Médio e Ásia, convertendo o romance numa aventura extraordinária. Quetza, ao ver a avidez dos governantes, não pode evitar um vaticínio: eles cruzarão o oceano em breve, impulsionados pelo afã de estender seus domínios. Então, concebe um plano para evitar a conquista e o extermínio de seu povo. As profecias de Quetza, o descobridor da Europa, ainda estão em vigor; aquela guerra, que muitos creem pertecente ao passado, não acabou.

Sinopse - Os Crimes da Luz - Giulio Leoni

Depois de surpreender os leitores em Os crimes do mosaico , o genial Dante Alighieri volta para desvendar um novo e intrigante caso nesta obra. Florença, agosto de 1300. Dante, faltando poucas horas para o fim de seu mandato como prior da cidade, é chamado aos pântanos do rio Arno, onde foi encontrada uma galé encalhada. A bordo, centenas de cadáveres e os restos de um engenho. De onde veio essa embarcação com sua carga de horror? E por que, depois de algumas horas, o arquiteto do imperador Frederico II é ferozmente assassinado? Cinqüenta anos antes, Frederico II morreu no limiar de uma extraordinária descoberta.

Sinopse - O Clube Dante - Matthew Pearl

Os gênios literários do Clube Dante - os poetas e os professores de Harvard Henry Wadsworth Longfellow, dr. Oliver Wendell Holmes, James Russell Lowell e o editor J. T. Fields - estão terminando a primeira tradução americana de A divina comédia e se preparam para revelar as incríveis visões de Dante Alighieri para o Novo Mundo. Os poderosos Brahmins de Boston em Harvard estão lutando para manter Dante na obscuridade, pois acreditam que a infiltração de superstições estranhas nas mentes dos americanos serão tão nefastas quanto os imigrantes chegando ao porto de Boston. Os membros do Clube Dante precisam lutar para manter viva sua sagrada causa literária, mas seus planos fracassam quando uma série de mortes acontece por toda Boston e Cambridge. Apenas esse seleto grupo de acadêmicos sabe que os sórdidos crimes são planejados a partir das descrições das punições do Inferno de Dante. Com a polícia atônita, vidas correndo perigo e o futuro literário de Dante em xeque, o Clube Dante precisa abandonar sua reclusa existência literária e encontrar uma maneira de agarrar o assassino.

Quando Sandra Laing nasceu em 1955, filha de um casal africâner pró-apartheid que vivia no cerne do conservadorismo da África do Sul, foi registrada oficialmente como criança branca. Mas desde o primeiro dia num internato branco, um grupo de alunos e professores perseguiu-a impiedosamente por causa da cor de sua pele e do cabelo pixaim.
Sannie e Abraham Laing atribuíam a aparência de sua filha à uma união interracial no passado distante da história familiar. Mas os vizinhos achavam que Sannie havia cometido adultério com um negro. A família foi condenada ao ostracismo. Quando tinha dez anos, Sandra foi retirada da escola pela polícia e reclassificada como "mulata" – um fruto da miscigenação. E então, quando era adolescente, Sandra fugiu de casa com um negro. Os pais arrasados repudiaram-na, embora ela tenha conseguido fazer duas visitas à mãe sem que ninguém soubesse. Sandra não teve o menor arrependimento por abandonar o mundo dos privilégios brancos por um distrito negro e pobre. A despeito da pobreza, da doença e de um sistema jurídico voltado para a escravização, Sandra nunca foi tão feliz – até ser obrigada a fugir com os filhos e lutar pela sobrevivência nos distritos da periferia de Johannesburgo no auge da brutal repressão do governo à resistência negra.

Sinopse - Shantaram - Gregory David Roberts

Inspirado em acontecimentos da vida do próprio autor, Shantaram narra a história de Lin, que após fugir de uma prisão de segurança máxima, na Austrália, vai para a Índia redescobrir o sentido da vida. Ao lado de Prabaker, seu guia e amigo fiel, Lin mergulha em uma aventura arrebatadora pelo submundo de Bombaim (atual Mumbai), onde abre um posto médico gratuito, faz sua iniciação no mundo do crime organizado e começa a ser perseguido por um inimigo tão misterioso quanto influente. Sucesso internacional, com mais de dois milhões de exemplares vendidos, Shantaram é o fruto de uma vivência intensa e pessoal do autor, revelando variadas facetas da Índia, desde a sórdida vida na cadeia até a exuberância dos estúdios de Bollywood. The New York Times "Poucos livros se destacam como Shantaram... Talvez nenhum seja tão divertido. Às vezes, uma grande história é a melhor recompensa." Giant Magazine "O extenso romance autobiográfico se baseia em grande parte na vida louca do próprio autor. Não se assuste com o tamanho - Shantaram é uma das mais arrebatadoras histórias de redenção pessoal que você poderia ler." The Wall Street Journal "Shantaram fará você achar sua vida comum demais." The Sunday Times "Um fenômeno editorial." The Washington Post "Um romance inteligente, ambicioso, repleto de personagens vibrantes." The Independent "Uma das histórias infantis mais agradáveis e originais dos últimos tempos."

Sinopse - Uma Esperança de Paz - Sandy Tolan

'Uma Esperança de Paz' faz um relato contundente sobre palestinos e israelenses que tentam quebrar o que parece ser uma infindável corrente de ódio e violência. Baseado em fatos reais, as pesquisas e levantamentos para o livro foram conduzidas em seis línguas, com apoio de acadêmicos, arquivistas, jornalistas e editores nos Estados Unidos, Bulgária, Israel, Cisjordânia, Jordânia e Líbano. A obra foi escrita em vários locais e demorou dois anos para ser finalizada. Amor, ódio, violência, guerra, amizade, esperança e Oriente Médio. Segundo o autor, Sandy Tolan, a semente que originou este livro foi um documentário de rádio. Carregada de emoção, a história se passa no verão de 1967, pouco depois da Guerra dos Seis Dias, quando três homens árabes aventuram-se até a cidade de Ramla, um território que hoje pertence aos judeus. Eram primos, em peregrinação para ver as casas onde haviam passado a infância. Vinte anos antes, suas famílias haviam sido expulsas da Palestina. Um deles teve a porta fechada na cara e outro descobriu que sua casa havia se transformado em uma escola. Mas o terceiro, Bashir Al-Khairi, foi recebido por uma jovem chamada Dália, que os convidou a entrar. Este é o começo de um relacionamento verdadeiro entre duas famílias - uma árabe e outra judia. Em sua casa de infância, entre os limoeiros plantados no quintal por seu pai, Bashir vê desalojados e ocupações; Dália, que em 1948 chegou ali ainda criança, com sua família vinda da Bulgária, tem uma visão otimista para um povo devastado pelo Holocausto. A história dos dois personagens é permeada pelo contexto histórico entre israelenses e palestinos nos últimos 70 anos. Numa região que parece cada vez mais dividida, o livro apresenta uma oportunidade única de esperança de paz.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Resenha: Série A bicicleta azul de Régine Deforges


 Régine Deforges é uma escritora francesa que iniciou nos anos 80 a publicação da série a bicicleta azul, composta de três volumes: A bicicleta azul, Vontade de viver e O sorriso do diabo. Sou um tanto suspeita para falar sobre, pois fiquei encantada com a série. 

A história começa em 1939 com o início da Segunda Guerra Mundial, na região de Bordeaux na França, e passamos a acompanhar as aventuras da jovem Léa Delmas – então com 17 anos. 
Léa é a anti-heroína da história. È tipo uma Scarlett O’hara... jovem, bonita, impertinente, mimada e egocêntrica – e nunca, sob hipótese alguma,  de jeito nenhum deseja se envolver com a guerra. No entanto, a guerra não poupa ninguém. Ao ver seus amigos e familiares engolidos pela guerra, Léa vê-se, mesmo que um pouco contrariada, envolvida também. 

Régine Deforges criou uma personagem fascinante, justamente por não ser uma heroína convencional. Ao relatar a vida da família Delmas pela vivência de nossa protagonista, a autora ilustra a paixão, o amor, a amizade, a união, a luta, a violência e o horror vivido em tempos de guerra. Os detalhes são impressionantes – alguns até chocantes. Acompanhamos nos três volumes o impacto da guerra na França, na família Delmas e na maturidade de Léa.
Para quem aprecia romance com fundos históricos é uma leitura muito rica e detalhada. A heroína, com todas as suas contradições, é uma personagem inesquecível. Uma leitura mais que recomendada.

Ah, um detalhe: a série chama-se bicicleta azul, por que Léa passa a ajudar a Resistência atravessando cartas escondidas em sua bicicleta azul. Uma senhora responsabilidade.

Os personagens da série A bicicleta azul estão presentes em outros livros da autora (por alguns considerados sequência da série), como: Tango negro, Rua de seda, A última colina, Cuba libre!, Argel: a cidade branca e os ainda inéditos no Brasil: Les généraux du crepuscule e Et quand vient la fin du voyage.

 
Título: A bicicleta azul
Autor: Régine Deforges
Série: A bicicleta azul, v.1
Tradução de: La bicyclette bleue
Tradutora: Ligia Guterres
Editora: BestBolso
Edição: 2009
ISBN 978-85-7799-049-8
Páginas: 487p.

Sinopse:
1939. Bourdeaux, França. A jovem Léa Delmas, de 17 anos, desperta para o amor e para o sexo. Mas o início da Segunda Guerra Mundial interrompe bruscamente a alegria de sua juventude, Léa se vê obrigada a enfrentar a dura realidade da violência, a conviver com a ocupação nazista e, ao mesmo tempo, com as inquietações de uma paixão arrebatadora. A autora Régine Deforges recria todo o drama da família Delmas na luta pela sobrevivência e nos leva por uma viagem ao mundo das sensações e descobertas da mocidade.

 
Título: Vontade de viver
Autor: Régine Deforges
Série: A bicicleta azul, v.2
Tradução de: 101, Avenue Henri-Martin
Tradutora: Maria Eugênia de Sá Bandeira
Editora: BestBolso
Edição: 2010
ISBN 978-85-7799-132-7
Páginas: 391p.

Sinopse:
1942, França ocupada. Auge da Segunda Guerra Mundial. Neste segundo volume da série A bicicleta azul, a jovem Lèa DElmas descobre, entre seus parentes e amigos, a crueldade da delação, da covardia e do colaboracionismo. Alguns, porém, preferem lutar, mesmo que corram sérios riscos. Este é o caminho escolhido por Léa, que se engaja na Resistência para combater os alemães e tentar salvar as pessoas que ama. Unindo-se a luta de seu país, ela testemunha todas as perversidades praticadas pelos invasores. Uma situação extrema que Léa enfrentará com muito sofrimento.

 
Título: O sorriso do diabo
Autor: Régine Deforges
Série: A bicicleta azul, v.3
Tradução de: Le diable em rit encore
Tradutora: Ligia Guterres
Editora: BestBolso
Edição: 2010
ISBN  978-85-7799-133-4
Páginas: 405p.

Sinopse:
1944, a Segunda Guerra Mundial caminha para seu desfecho. È o momento do ajuste de contas, marcado por batalhas violentas. Neste terceiro volume da série A bicicleta azul, a jovem Léa Delmas envolve-se nas operações da resistência francesa e convive intensamente com o perigo. Afastada do seu amor, François Tavernier, ela tem que lutar para reencontrá-lo com as mesmas forças com que combate os inimigos alemães. Paixão, aventura e honra são os ingredientes que fazem dessa trilogia uma saga envolvente e emocionante.

Vejam a imagem formada pelas três capas juntas: