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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Max Tivoli X Benjamin Button

Vi no Cine Demais um post sobre As confissões de Max Tivoli (já publiquei um post aqui sobre este livro), entitulado O curioso caso de Benj..., digo, Max Tivoli , que trata sobre as comparações, diferenças e semelhanças entre o romance de Andrew Sean Greer (As confissões de Max Tivoli) e o conto de F. Scott Fitzgerald (O curioso caso de Benjamin Button - que eu ainda não li). Abaixo, reproduzo um trecho do post:

Ao começar a leitura do romance de Greer, a comparação com o conto de F. Scott Fitzgerald se estabelece de imediato, por causa da existência de protagonistas - em ambas as histórias - que nascem velhos e vão remoçando à medida que os anos correm. Mas as semelhanças acabam aí. Qualquer outra comparação é injusta e acusar Greer de plágio é um grande equívoco. "As confissões..." é uma história de amor(es) muito envolvente e bem escrita. Impressiona a capacidade do autor de ir e voltar no tempo, antecipando acontecimentos, sem - no entanto - estragar as surpresas.
Na verdade, o filme de David Fincher, adaptado (?) por Eric Roth e estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett, é uma outra coisa, uma outra história e, no meu entender, não tem nada a ver com o conto do Fitzgerald (por isso a interrogação entre parênteses). Tampouco tem a ver com o romance do Greer, ainda que guarde mais semelhanças com "As confissões de Max Tivoli". Por que digo isso?Vamos aos fatos:
1) Em Fitzgerald, Benjamin nasce como um adulto idoso, experiente e inteligente; em Greer, Max vem ao mundo como um bebê, imaturo como qualquer criança, com aparência de velho.
2) Em Fitzgerald, o velho Benjamin tem 50 anos (já rejuvenescera duas décadas, então) quando se apaixona por uma jovem de 20 anos, que corresponde ao seu amor, o que leva os dois a se casarem logo depois; em Greer, Max é um adolescente de 17 anos com aparência de um senhor de 53 quando conhece Alice, de catorze anos, por quem se apaixona, embora a menina o veja como um avô, nada de paixão.
3) Em Fitzgerald, Benjamin vai deixando de amar a esposa à medida que ele rejuvenesce e ela vai ficando mais madura; em Greer, Max ama Alice por toda a vida, ainda que as circunstâncias o afastem dela por duas vezes.
4) Em Fitzgerald, não há insinuação de pedofilia, uma vez que a amada de Benjamin já tem 20 anos quando ele a conhece; em Greer, o amor de um senhor por uma garota de 14 anos leva a mãe da menina a sumir no mapa, levando a filha para longe do "pervertido" Max.
5) Em Fitzgerald, a amada de Benjamin tem pouco destaque e é a mulher de um marido só; em Greer, ela é uma mulher inteligente, segura, independente e que se entrega ao amor de vários homens.

Coincidências ou não a parte, o que posso dizer é que o livro de Greer, não tem nada a ver com o filme (que segundo consta é baseado no livro, e conforme os argumentos acima também não tem proximidade - além do fato dos protagonistas nascerem idosos - com a história de Max Tivoli). Se alguém assistiu ao filme ou leu o conto de F. Scott Fitzgerald, não pode deixar de ler As Confissões de Max Tivoli - tudo de bom!

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